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domingo, 14 de agosto de 2011

Ebenezer II - Lição 6

LIÇÃO 6 – AJUDANDO OS NECESSITADOS

TEXTO BÍBLICO: At 4.32-35: TUDO EM COMUM; OS NECESSITADOS ERAM SUPRIDOS.

ENFOQUE BÍBLICO: Gl 6.10: FAZER O BEM A TODOS, EM ESPECIAL AOS DOMÉSTICOS DA FÉ.

MATEUS 25.31-46 = "PORQUE TIVE FOME E ME DESTE DE COMER...”.

A Igreja Primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses, a fim de suprir as necessidades uns dos outros – ATOS 2.44 e 45. Eles cumpriam o que Deus determinou em DEUTERONÔMIO 15.11.

GÁLATAS 6.10 nos mostra que o tempo de fazer o bem, de ajudar os necessitados é agora, quando temos a oportunidade. Observe que o apóstolo utiliza a expressão “enquanto é tempo”.

Não fazemos boas obras para sermos salvos, mas porque somos salvos. Ou seja, o motivo pelo qual fazemos boas obras é porque temos a salvação. Jesus disse que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor uns pelos outros – JOÃO 13.35. O amor precisa ser expresso em ações, em atitudes, em gestos, não somente em palavras – 1 JOÃO 3.17 e 18.

LUCAS 10.25-37 - Observe que o homem ferido era um judeu e o homem que o socorreu era um samaritano. Esses dois povos eram inimigos, e os judeus os tratavam com grande desprezo e desrespeito. Mas o samaritano ajudou o necessitado, mesmo sendo ele seu inimigo. Os que deveriam ajudar o ferido, por serem da mesma terra e mestres da Lei (um sacerdote e um levita), não o ajudaram. Mas o seu inimigo, acusado de não seguir a Lei, o auxiliou. E foi esse sim quem cumpriu os requisitos da Lei.

Sempre houve pobreza e opressão no mundo – EZEQUIEL 22.29; AMÓS 2.6; LUCAS 20.45-47 (MARCOS 12.38-40). Por isso, desde a antiguidade, Deus criara leis para proteger os pobres e aliviar seus sofrimentos. É o que vemos em Dt 15.11, já mencionado.

Você pode pensar: mas eu sou pobre! Sempre haverá alguém mais pobre que nós. Sempre haverá alguém para ajudar.

PROVÉRBIOS 19.17; 14.31.

O crente, como vimos, não é salvo porque ajuda aos necessitados, mas ajuda aos necessitados porque é salvo – EFÉSIOS 2.10.

Ajudar aos necessitados glorifica o nome de Cristo, e não fazê-lo difama o Seu nome.

A ajuda aos necessitados é o amor em ação, é a prática da fé e dos valores bíblicos de amor a Deus e ao próximo.

Vivemos em uma sociedade, e é missão do cristão ajudar a aliviar os sofrimentos dos menos favorecidos dessa sociedade.

Vale ressalvar que a pregação da Palavra de Deus dever ter prioridade sobre a ajuda aos necessitados, simplesmente pelo fato de que, quando as pessoas entendem e aplicam os conselhos práticos da Bíblia, ficam mais bem preparadas para lidar com os problemas diários, inclusive com a pobreza. Além disso, sabemos que a vida aqui não é tudo o que há. Há uma eternidade, de gozo ou de tormento, dependendo das escolhas de cada um. Se a escolha for pela eternidade de gozo, a vida aqui valerá a pena, mesmo que seja uma vida de pobreza e sofrimentos.

Vejamos o exemplo do apóstolo Paulo:

-  fugiu de Damasco descido num cesto por uma janela da muralha para não ser preso – 2 Co 11.32 e 33;

-  apedrejado em Listra: At 14.19;

-  preso em Filipos, após ter sido muito açoitado: At 16 (v.23 – açoites);

-  nessecidades (fome, sede, frio, nudez), picado de cobra, açoites, naufrágios, prisões, 3 julgamentos: 2 Co 6.4 e 5; 2 Co 11.23-27; Fp 4.11-13; At 28.1; At 24, 25 e 26 (3 julgamentos);

-  prisão, solidão, abandono, frio, certeza da morte: 2 Tm 4.

JUDEUS E SAMARITANOS 

Israelitas e samaritanos não se davam por causa de diferenças de raça, religião e costumes. Samaritano é o nome dado às pessoas que o rei da Assíria (677 AC) trouxe da Babilônia e outros lugares e instalou nas cidades de Samaria, substituindo, assim, os nativos daquela região, que Sargão (721 AC) levara cativos (2Rs 17:24; comp. Ed 4:2, 9, 10). Estes estrangeiros (comp. Lc 17:18), casaram-se com os judeus que ainda permaneciam ali e abandonaram, gradualmente, a sua idolatria, adotando, em parte, a religião judaica.

Após o regresso do cativeiro, os judeus em Jerusalém recusaram-se a deixá-los tomar parte na reconstrução do templo e, desse modo, surgiu uma inimizade aberta entre eles. Os samaritanos erigiram outro templo no Monte Gerizim que foi, contudo, destruído por um rei judeu (130 AC). Eles, então, construiram outro em Siquém. A amarga inimizade entre os judeus e os samaritanos continuou até ao tempo de Jesus: “Os judeus não se comunicam com os samaritanos” (Jo 4:9; comp. Lc 9:52, 53). Jesus foi chamado, com desprezo, “um samaritano” (Jo 8:48). Muitos dos samaritanos aceitaram o Evangelho (Jo 4:5-42; At 8:25; At 9:31; At 15:3).

(http://alcanceopoder.com.br/site/?p=1421, em 12/08/11, sexta-feira)

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