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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ebenezer II - Lição 9


Amados alunos, segue o roteiro que o querido tio Marcio utilizou para ministrar a lição 9. Ressalto que é apenas um roteiro. Abordamos muito mais coisas do que as que se encontram aqui. Deus abençoe a todos.

ANSIEDADE

Mt 6.25 e 26: Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?

Pv 12.25 (NTLH): As preocupações roubam a felicidade da gente, mas as palavras amáveis nos alegram.

Pv 12.25 (ARC): A ansiedade no coração do homem o abate, mas a boa palavra o alegra.

Lc 12:29 – 31: Portanto, não fiquem aflitos, procurando sempre o que comer ou o que beber. Pois os pagãos deste mundo é que estão sempre procurando todas essas coisas. O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas.

Definição:

Ansiedade é um sentimento natural e experimentado por todas as pessoas. Se você não sabe, é uma reação, uma resposta adaptativa do organismo frente ao menor sinal de  perigo — independente de real ou imaginário. O estado emocional correspondente  é parecido com o medo, porém dirigido para o futuro e desproporcional (a uma ameaça reconhecível) e que traz intenso desconforto psíquico e físico.

Sintomas:

Iniciais: Taquicardia, sudorese, tremores, dores de cabeça, no peito, distúrbios gastrointestinais, tensão muscular, tonteira etc.

Físicos: sensação de vazio no estômago, fadiga e esgotamento, confusão mental, coração batendo descompassado, aperto no tórax, aumento da transpiração e/ou falta de ar, alterações no fluxo sanguíneo e na digestão, sensações alternadas de calor e frio, tensões musculares, doenças cardiovasculares, gastrointestinais, declínio cognitivo etc., resultando em cansaço e esgotamento.

Psíquicos: Agorafobia; Ataque de Pânico; Fobia Específica; Fobia Social; Transtorno Obsessivo-Compulsivo; Transtorno de Estresse Pós-Traumático; Transtorno de Estresse Agudo; Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Ansiedade Devido a uma Condição Médica Geral; Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância; Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação.

Causas mais freqüentes:

1. Baixa Resistência à Frustração: Característica do indivíduo que se aborrece facilmente. Falta de resiliência (capacidade de adaptação para a vida).

2. Ameaças Constantes: Pessoas que se sentem intimidadas, gerando atitudes de recuo, de afastamento.

3. Competitividade: Pretender uma coisa simultaneamente com outra pessoa.

4. Falta de Tempo para Si Mesmo: Trata-se do indivíduo que não consegue se organizar, se programar, para que o seu tempo seja bem administrado.

5. Ansiedade Constante: Quando o indivíduo apresenta um comportamento aflitivo ligado a uma sensação constante de perigo.

6. Baixa Autoestima: Pessoas que não se gostam, não se valorizam e não respeitam seus limites, agindo como se fossem seus piores inimigos.

A Ansiedade em níveis muito altos, ou quando apresentada com a timidez ou depressão, impede que a pessoa desenvolva seu potencial. O aprendizado é bloqueado e isso interfere não só no aprendizado da educação tradicional, mas na inteligência social. O indivíduo fica sem saber como se portar em ocasiões sociais ou no trabalho, o que pode levar à estagnação na carreira.

Karina Haddad Mussa

Agorafobia (do grego ágora - assembleia; reunião de pessoas; multidão + phobos - medo) é originalmente o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si. Muitas vezes é sequela de transtorno do pânico. Quando o medo surge é difícil saber se, se esta tento um ataque de pânico ou Agorafobia, porque ambos tem quase os mesmos sintomas.

A agorafobia poderia ser traduzida mais precisamente como o medo de ter medo. É a ansiedade associada a essa perturbação, classificada como antecipatória, já que se baseia no medo de se sentir mal e não poder chegar a um hospital ou obter socorro com facilidade. A antecipação da sensação de mal-estar é tão intensa que pode originar um episódio de pânico. É uma perturbação marcada por um estado de ansiedade exacerbada, que aparece sempre que a pessoa se encontra em locais ou situações dos quais seria difícil sair caso se sentisse mal (túneis, pontes, grandes avenidas, ônibus lotados, trens, barcos, festas, ajuntamentos de pessoas etc.).

Diferentemente da maior parte das pessoas, que sequer se preocupa com esse tipo de coisas, o agorafóbico não consegue desvincular-se dessas crenças irracionais, o que pode levar a comportamentos de fuga em relação a situações potencialmente ameaçadoras (ir a cinemas, concertos, centros comerciais etc.), limitando cada vez mais a sua qualidade de vida.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ebenezer II - Lição 7 - By Tio Marcio


O Jejum que Deus deseja
Isaias 58:1 O Senhor Deus diz: “Grite com toda a força, sem parar! Grite alto, como se você fosse trombeta! Anuncie ao meu povo, os descendentes de Jacó, os seus pecados e as suas maldades.

2 De fato, eles me adoram todos os dias e dizem que querem saber qual é a minha vontade, como se fossem um povo que faz o que é direito e que não desobedece às minhas leis. Pedem que eu lhes dê leis justas e estão sempre prontos para me adorar.”

3 O povo pergunta a Deus: “Que adianta jejuar, se tu nem notas? Por que passar fome, se não te importas com isso?” O Senhor responde: “A verdade é que nos dias de jejum vocês cuidam dos seus negócios e exploram os seus empregados. 

4 Vocês passam os dias de jejum discutindo e brigando e chegam até a bater uns nos outros. Será que vocês pensam que, quando jejuam assim, eu vou ouvir as suas orações? 

5 O que é que eu quero que vocês façam nos dias de jejum? Será que desejo que passem fome, que se curvem como um bambu, que vistam roupa feita de pano grosseiro e se deitem em cima de cinzas? É isso o que vocês chamam de jejum? Acham que um dia de jejum assim me agrada? 

6 “Não! Não é esse o jejum que eu quero. Eu quero que soltem aqueles que foram presos injustamente, que tirem de cima deles o peso que os faz sofrer, que ponham em liberdade os que estão sendo oprimidos, que acabem com todo tipo de escravidão

7 O jejum que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos, que recebam em casa os pobres que estão desabrigados, que deem roupas aos que não têm e que nunca deixem de socorrer os seus parentes.

8 “Então a luz da minha salvação brilhará como o sol, e logo vocês todos ficarão curados. O seu Salvador os guiará, e a presença do Senhor Deus os protegerá por todos os lados. 

9 Quando vocês gritarem pedindo socorro, eu os atenderei; pedirão a minha ajuda, e eu direi: ‘Estou aqui!’ “Se acabarem com todo tipo de exploração, com todas as ameaças e xingamentos; 

10 se derem de comer aos famintos e socorrerem os necessitados, a luz da minha salvação brilhará, e a escuridão em que vocês vivem ficará igual à luz do meio-dia. 

11 Eu, o Senhor, sempre os guiarei; até mesmo no deserto, eu lhes darei de comer e farei com que fiquem sãos e fortes. Vocês serão como um jardim bem regado, como uma fonte de onde não para de correr água. 

12 Em cima dos alicerces antigos, vocês reconstruirão cidades que tinham sido arrasadas. Vocês serão conhecidos como o povo que levantou muralhas de novo, que construiu novamente casas que tinham caído.”

1. O jejum para obter Poder Espiritual (Mt 17.21)

Mt 17:21 Mas esse tipo de demônio só pode ser expulso com oração e jejum.

Nesta passagem, Jesus deixa claro que faltaram 3 coisas para que os discípulos pudessem expulsar aquele tipo de casta de demînios:

Oração: Comunhão e relacionamento diário com Deus!

Jejum: Santificação, Separação do que é mundano, negar a si mesmo!

: Acreditar que Deus está nos vendo e ouvindo e é poderoso para fazer muito mais do que pedimos ou pensamos!

O objetivo: Obter poder e autoridade espiritual para libertar vidas das amarras do inimigo!

2. Jejum para Proteção e direção  (Ed 8.23)

Esdras 8:21 Então, ali perto do rio Aava, dei ordem para que houvesse um dia de jejum. Todos nós deveríamos nos ajoelhar diante do nosso Deus e lhe pedir que nos dirigisse na nossa viagem e nos protegesse, os nossos filhos e tudo o que era nosso.

Esdras precisava empreender uma longa jornada, e, para não envergonhar o nome de Deus, pedindo proteção ao rei, convocou todo o povo a Jejuar e orar para que Deus lhes dirigisse o caminho e protegesse durante a viagem.

O Objetivo: Pedir direção a Deus em algum empreendimento e proteção de algum perigo.

3. O jejum de Arrependimento e perdão (1Sm 7.6)

I Sam. 7:6 Assim todos eles se reuniram em Mispa. Tiraram água e a derramaram em oferta ao Senhor, jejuaram o dia todo e disseram: — Nós pecamos contra Deus, o Senhor.  E ali em Mispa Samuel julgava e governava o povo de Israel.

O povo estava longe dos caminhos do Senhor, mas sentindo o peso de seus pecados, vieram até Samuel,  e este convocou o povo a Jejuarem, confessando e deixando seus pecados.

O objetivo: Confissão e o arrependimento do pecado.É o jejum do avivamento. Samuel jejuou para que Israel fosse liberto do pecado.


4. O Jejum da Solidariedade (1Rs 17. 13-16)

12 Porém ela respondeu: — Juro pelo seu Deus vivo, o Senhor, que não tenho mais pão. Só tenho um punhado de farinha de trigo numa tigela e um pouco de azeite num jarro. Estou aqui catando uns dois pedaços de pau para cozinhar alguma coisa para mim e para o meu filho. Vamos comer e depois morreremos de fome.
13 — Não se preocupe! — disse Elias. — Vá preparar a sua comida. Mas primeiro faça um pãozinho com a farinha que você tem e traga-o para mim. Depois prepare o resto para você e para o seu filho.

Elias provou o coração e a fé daquela mulher, quando pediu que repartisse com ele. o pouco que tinha, que mal dava para ela e o filho.

O objetivo: Aprender que Jejuar também é repartir o pão com o faminto e abrigar o pobre desamparado. Quando a viúva resolveu dar ao profeta a última comida que lhe restava, ficando ela mesma de jejum, o Senhor fez o milagre da multiplicação. O interessante aqui é ver que Jejuar às vezes, é abrir mão do que temos em favor de outro. Negar a si mesmo para dar a alguém.


5. Jejum para exercer o Ministério na obra de Deus (At 9.9)

At.9:5 — Quem é o senhor? — perguntou ele. A voz respondeu: — Eu sou Jesus, aquele que você persegue. 
 6 Mas levante-se, entre na cidade, e ali dirão a você o que deve fazer. 
7 Os homens que estavam viajando com Saulo ficaram parados sem poder dizer nada. Eles ouviram a voz, mas não viram ninguém. 
8 Saulo se levantou do chão e abriu os olhos, mas não podia ver nada. Então eles o pegaram pela mão e o levaram para Damasco. 
9 Ele ficou três dias sem poder ver e durante esses dias não comeu nem bebeu nada.

O objetivo: Buscar entender a vontade de Deus para o seu ministério! Pra que você foi chamado?  Depois de encontrar com o Senhor no caminho de Damasco e ficar cego, Paulo começou a orar e jejuar e, no final deste jejum, Ananias foi enviado a ele para que voltasse a ver e fosse batizado. A partir daí Paulo iniciou seu ministério.
Jesus também Jejuou e orou antes de iniciar seu ministério na terra.



6. O Jejum da Santificação (Dn 1.8)
8 Daniel resolveu que não iria ficar impuro por comer a comida e beber o vinho que o rei dava; por isso, foi pedir a Aspenaz que o ajudasse a cumprir o que havia resolvido.

Daniel não ficou sem comer ou beber, mas escolheu abrir mão daquilo que não era santo ao Senhor.

O objetivo: Deixar de fazer algo que se gosta ou está acostumado, para fazer a vontade de Deus. Neste tipo de Jejum, não adiante voltar a fazer o que não é agradável ao Senhor após o Jejum. Pelo contrário, o período de oração deve nos levar a nunca mais desejar aquilo que era impuro.

7. O jejum de Separação (Lc 1. 15)
13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. 
14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, 
15 porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. 
16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,

Aqui vemos mais uma vez a santificação através da abstenção de alguma coisa para melhor fazer a obra do Senhor. João foi separado desde o ventre, para o ministério da pregação da Palavra de Deus.

O objetivo: É o jejum parcial, mas contínuo, para exercer um ministério ou um chamado na obra do Senhor. Igual ao item 8.

8. O Jejum da Intercessão (Et 4.16; 5.2)
16 “Vá e reúna todos os judeus que estiverem em Susã, e todos vocês jejuem e orem por mim. Durante três dias não comam nem bebam nada, nem de dia nem de noite. Eu e as minhas empregadas também jejuaremos. Depois irei falar com o rei, mesmo sendo contra a lei; e, se eu tiver de morrer por causa disso, eu morrerei.”

O objetivo: Jejuar pela vida do outro. O jejum de Ester não foi para poupar a própria vida, mas para que a Glória do Senhor se manifestasse livrando o seu povo.

domingo, 14 de agosto de 2011

Ebenezer II - Lição 8

LIÇÃO 8 – COMO LIDAR COM AS RIQUEZAS

Ø  TEXTO BÍBLICO: Mt 6.19-25, 31-34: nosso tesouro; dois senhores; inquietude; prioridade.

Ø  ENFOQUE BÍBLICO: Mt 6.20: nosso tesouro.

O Sermão do Monte é um resumo doutrinário que trata de todas as áreas da vida humana, inclusive a financeira.

Servir à riqueza é dar-lhe um valor tão alto que:

a)      Colocamos nela nossa confiança e fé;

b)      Esperamos que ela nos dê segurança máxima e felicidade máxima;

c)      Confiamos que ela garantirá o nosso futuro (queremos dizer com isso um bom futuro);

d)      Buscamos mais do que o Reino de Deus e sua justiça;

e)      Não pensamos na eternidade, só na terra.

Os bens eternos devem ser mais valorizados do que os materiais, pois no céu receberemos a recompensa por um acúmulo de bens espirituais aqui na terra, e nenhuma recompensa pelo acúmulo de bens materiais. Portanto, precisamos administrar corretamente os recursos que Deus colocou à nossa disposição, a fim de nos tornarmos prósperos SEM prejuízos para a vida espiritual.

Infelizmente, mesmo na igreja, temos pessoas mais comprometidas com o dinheiro do que com Deus. Seu comprometimento com o dinheiro é muito superior ao seu comprometimento com Deus (quando têm algum comprometimento com o Senhor) e com os assuntos e valores espirituais. Gastam seu tempo e energia, sua vida tentando armazenar riquezas. Esquecem-se do que diz 1 TIMÓTEO 6.9 E 10.

Quer saber se você é uma dessas pessoas? Pergunte a si mesmo quem ou o que ocupa mais seus pensamentos, seu tempo e seus esforços: Deus ou o dinheiro.

Gn 13.1-13; 19.26 = o perigo da ganância.

Se os olhos de uma pessoa estão voltados para a eternidade na glória, por que ela faria questão de acumular bens nesta terra?

Lembremos que Paulo sofreu pobreza, justamente porque escolheu o céu. Se ele tivesse escolhido as riquezas terrenas, teria perdido as celestiais.

Abraão, como foi fiel a Deus quando de sua separação de Ló, foi abençoado pelo Senhor com bens materiais. Isso não quer dizer que se obedecermos a Deus Ele nos enriquecerá, e nem que devemos servi-lo com esse objetivo. Nosso objetivo deve ser o céu, e isto o Senhor nos dará se formos fieis. E se nossa prioridade for o Reino de Deus e sua justiça, Ele cuidará de nós. Habacuque também adorava a Deus pelo que Ele é, e não pelo que Ele dá – Hc 3.17-19. Habacuque servia a Deus não por causa das suas dádivas, mas porque o Senhor é Deus, porque Deus é Senhor. E nós devemos fazer o mesmo.

MATEUS 6.22 e 23: se os nossos olhos estiverem nas riquezas desta terra, nosso coração estará cheio delas, e vazio de Deus.

O PERIGO DE PERDER A SALVAÇÃO POR AMAR AS RIQUEZAS É REAL:

Ø  Lc 12.13-21: A parábola do rico insensato – ênfase nos versículos 15 e 20 e 21;

Ø  Mc 4.14, 18 e 19: A parábola do semeador – ênfase no versículo 19;

Ø  Mc 10.17-24: O jovem rico ­– ênfase nos versículos 22 (o jovem ficou contrariado e triste) e 24;

Ø  At 5.1-10: Ananias e Safira – ênfase no versículo 4: a ganância nasce no coração; devemos guardar o nosso dela.

Não é pecado ser rico; é pecado amar a riqueza e oprimir os pobres:

Ø  1 Tm 6.17-19;

Ø  Tg 5.1-6;

Ø  Cl 4.1;

Ø  Ef 6.9

Ser rico não é pecado; pecado adquirir riquezas desonestamente.

Ebenezer II - Lição 6

LIÇÃO 6 – AJUDANDO OS NECESSITADOS

TEXTO BÍBLICO: At 4.32-35: TUDO EM COMUM; OS NECESSITADOS ERAM SUPRIDOS.

ENFOQUE BÍBLICO: Gl 6.10: FAZER O BEM A TODOS, EM ESPECIAL AOS DOMÉSTICOS DA FÉ.

MATEUS 25.31-46 = "PORQUE TIVE FOME E ME DESTE DE COMER...”.

A Igreja Primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses, a fim de suprir as necessidades uns dos outros – ATOS 2.44 e 45. Eles cumpriam o que Deus determinou em DEUTERONÔMIO 15.11.

GÁLATAS 6.10 nos mostra que o tempo de fazer o bem, de ajudar os necessitados é agora, quando temos a oportunidade. Observe que o apóstolo utiliza a expressão “enquanto é tempo”.

Não fazemos boas obras para sermos salvos, mas porque somos salvos. Ou seja, o motivo pelo qual fazemos boas obras é porque temos a salvação. Jesus disse que seus discípulos seriam conhecidos pelo amor uns pelos outros – JOÃO 13.35. O amor precisa ser expresso em ações, em atitudes, em gestos, não somente em palavras – 1 JOÃO 3.17 e 18.

LUCAS 10.25-37 - Observe que o homem ferido era um judeu e o homem que o socorreu era um samaritano. Esses dois povos eram inimigos, e os judeus os tratavam com grande desprezo e desrespeito. Mas o samaritano ajudou o necessitado, mesmo sendo ele seu inimigo. Os que deveriam ajudar o ferido, por serem da mesma terra e mestres da Lei (um sacerdote e um levita), não o ajudaram. Mas o seu inimigo, acusado de não seguir a Lei, o auxiliou. E foi esse sim quem cumpriu os requisitos da Lei.

Sempre houve pobreza e opressão no mundo – EZEQUIEL 22.29; AMÓS 2.6; LUCAS 20.45-47 (MARCOS 12.38-40). Por isso, desde a antiguidade, Deus criara leis para proteger os pobres e aliviar seus sofrimentos. É o que vemos em Dt 15.11, já mencionado.

Você pode pensar: mas eu sou pobre! Sempre haverá alguém mais pobre que nós. Sempre haverá alguém para ajudar.

PROVÉRBIOS 19.17; 14.31.

O crente, como vimos, não é salvo porque ajuda aos necessitados, mas ajuda aos necessitados porque é salvo – EFÉSIOS 2.10.

Ajudar aos necessitados glorifica o nome de Cristo, e não fazê-lo difama o Seu nome.

A ajuda aos necessitados é o amor em ação, é a prática da fé e dos valores bíblicos de amor a Deus e ao próximo.

Vivemos em uma sociedade, e é missão do cristão ajudar a aliviar os sofrimentos dos menos favorecidos dessa sociedade.

Vale ressalvar que a pregação da Palavra de Deus dever ter prioridade sobre a ajuda aos necessitados, simplesmente pelo fato de que, quando as pessoas entendem e aplicam os conselhos práticos da Bíblia, ficam mais bem preparadas para lidar com os problemas diários, inclusive com a pobreza. Além disso, sabemos que a vida aqui não é tudo o que há. Há uma eternidade, de gozo ou de tormento, dependendo das escolhas de cada um. Se a escolha for pela eternidade de gozo, a vida aqui valerá a pena, mesmo que seja uma vida de pobreza e sofrimentos.

Vejamos o exemplo do apóstolo Paulo:

-  fugiu de Damasco descido num cesto por uma janela da muralha para não ser preso – 2 Co 11.32 e 33;

-  apedrejado em Listra: At 14.19;

-  preso em Filipos, após ter sido muito açoitado: At 16 (v.23 – açoites);

-  nessecidades (fome, sede, frio, nudez), picado de cobra, açoites, naufrágios, prisões, 3 julgamentos: 2 Co 6.4 e 5; 2 Co 11.23-27; Fp 4.11-13; At 28.1; At 24, 25 e 26 (3 julgamentos);

-  prisão, solidão, abandono, frio, certeza da morte: 2 Tm 4.

JUDEUS E SAMARITANOS 

Israelitas e samaritanos não se davam por causa de diferenças de raça, religião e costumes. Samaritano é o nome dado às pessoas que o rei da Assíria (677 AC) trouxe da Babilônia e outros lugares e instalou nas cidades de Samaria, substituindo, assim, os nativos daquela região, que Sargão (721 AC) levara cativos (2Rs 17:24; comp. Ed 4:2, 9, 10). Estes estrangeiros (comp. Lc 17:18), casaram-se com os judeus que ainda permaneciam ali e abandonaram, gradualmente, a sua idolatria, adotando, em parte, a religião judaica.

Após o regresso do cativeiro, os judeus em Jerusalém recusaram-se a deixá-los tomar parte na reconstrução do templo e, desse modo, surgiu uma inimizade aberta entre eles. Os samaritanos erigiram outro templo no Monte Gerizim que foi, contudo, destruído por um rei judeu (130 AC). Eles, então, construiram outro em Siquém. A amarga inimizade entre os judeus e os samaritanos continuou até ao tempo de Jesus: “Os judeus não se comunicam com os samaritanos” (Jo 4:9; comp. Lc 9:52, 53). Jesus foi chamado, com desprezo, “um samaritano” (Jo 8:48). Muitos dos samaritanos aceitaram o Evangelho (Jo 4:5-42; At 8:25; At 9:31; At 15:3).

(http://alcanceopoder.com.br/site/?p=1421, em 12/08/11, sexta-feira)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ebenezer II - Lição 5

LIÇÃO 5 – A VERDADE LIBERTA

TEXTO BÍBLICO: Mt 5.33-37: JURAMENTO; SIM, SIM; NÃO, NÃO.

ENFOQUE BÍBLICO: Mt 5.37: SIM, SIM; NÃO, NÃO.

INTRODUÇÃO

Jesus tratou de um tema muitíssimo importante: a veracidade das palavras dos cristãos, a correspondência entre o que dizemos e o que pensamos e sentimentos. Também tratou do assunto sobre o cumprimento de promessas.

E por que este assunto é tão importante? Porque vivemos em uma sociedade que valoriza as meias-verdades, e nós, como sal da terra e luz do mundo, devemos resplandecer no meio dela também através do ato de dizer sempre a verdade, em qualquer circunstância, e cumprir as promessas que fazemos.

Os discípulos de Jesus não devem jurar, pois suas palavras devem ser o bastante. Para que isso ocorra, devemos dizer a verdade, incondicionalmente, e cumprir o prometido.

A vida constante dos discípulos deve ser tão sincera que um simples “sim”, para afirmar, ou um simples “não”, para negar, seja suficiente em quaisquer circunstâncias. O “sim” deve ser “sim” verdadeiramente, e deve ser entendido como tal por que o ouve; não deve deixar dúvidas; o mesmo vale para o “não”.

JURAMENTO

Quanto mais há juramentos, tanto mais há a ideia de que a mentira não é pecado, senão quando sob juramento.

Ficamos realmente aborrecidos quando as pessoas empenham sua palavra e não a cumprem. E nós? Como somos conhecidos? Como pessoas que costumam honrar seus compromissos ou como pessoas que vivem prometendo e nada cumprem?

Você já parou pra pensar que os que mais juram são os que mais omitem a verdade? Quantas pessoas usam juramentos para legalizarem suas mentiras! Se a mentira não fosse comum, o juramento não seria considerado necessário.

Quando Jesus asseverou que não devemos jurar, Ele quis dizer que devemos ter uma conduta de vida tal que, para firmarmos um compromisso, não necessitemos de juramentos, bastando dar a nossa palavra, sincera, verdadeira, e honrá-la.

Os juramentos estão banalizados e as pessoas desrespeitam o sagrado, utilizando-o em seus frívolos juramentos para garantir situações rotineiras, onde a palavra de cada um deveria ter o peso de seu caráter.

Outro ponto é: nenhum juramento garante que nossas palavras serão cumpridas, pois não temos o controle absoluto sobre o Universo, o tempo, o futuro, nem sobre nós mesmos, nos sentido de que não sabemos o que nos acontecerá amanhã. Temos planos, mas não sabemos se eles se cumprirão.

Devemos, então, ter um caráter tal que, bastando apenas dizer “sim” ou “não”, a pessoa com quem empenhamos a nossa palavra saiba que, a menos que ocorro algo que genuinamente nos impeça, o dito será cumprido.

Ø  Quando alguém precisa jurar por algo ou por alguém é porque sua “verdade” está desacreditada.

A veracidade, confiabilidade e credibilidade da palavra do cristão não está no modo como firmamos nossos compromissos, mas no modo como vivemos. Se firmamos compromisso com a verdade e vivemos de maneira que honra tal compromisso, não necessitamos jurar por nada nem por ninguém.

SIM, SIM; NÃO, NÃO

Já vimos que tais palavras devem ser enunciadas com veracidade de pensamentos, sentimentos e comportamento.

Um outro ensinamento que Jesus nos dá por meio desta expressão é que devemos saber a hora de dizer “sim” e a hora de dizer “não”.

Temos de saber a hora de dizer “não” para um divertimento mundano, para uma piada maliciosa, para um programa de televisão incompatível com os preceitos cristãos, para um namoro que não agrada a Deus.

Temos de saber a hora de dizer “sim” para o chamado do Senhor, para uma conversa sincera com nossos pais, para uma exortação, correção, repreensão do Pai e de nossos pais, professores, líderes; temos de saber sim ao amor ágape, à união, à santidade e à verdade, que liberta!