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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ebenezer II - Lição 4

É POSSÍVEL AMAR O INIMIGO?

TEXTO BÍBLICO: Mt 5.38-48: CONTRA A VINGANÇA; DAR ALÉM DO QUE LHE É PEDIDO; AMAR O INIMIGO.

ENFOQUE BÍBLICO: Mt 5.44: AMAR O INIMIGO.
Eis duas situações realmente difíceis tratadas por Jesus no Sermão do Monte: a vingança e o relacionamento com os nossos inimigos.
As palavras de Jesus indicam duas maneiras de viver. A primeira é a dos pecadores, isto é, dos que se comportam sem reverência a Deus e à sua Palavra. Esses agem em relação aos outros em função da maneira como eles os tratam; a sua reação é de fato anticristã. Dividem o mundo em dois grupos: os que são amigos e o que não são, e fazem atos de bondade só em relação aos que são bons para eles. A outra forma de viver não põe em primeiro lugar um grupo de homens, mas sim o próprio Deus, e Ele não reage de acordo com a maneira como O tratam; pelo contrário, “Ele é bom até para os ingratos e maus” (Lc 6.35), e “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades” (Sl 103.10).
Em suma, há duas maneiras de viver:
Ø  Pecadores: tratam como são tratados.
Ø  Justos: tratam como Deus trata.
O cristão deve amar e tratar os inimigos da mesma forma que ama e trata os amigos, e não deve vingar-se de seus adversários. Agir dessa maneira é renunciar. Renunciar é conter nossa reação natural de pagar na mesma moeda quando somos agredidos ou sofremos algum tipo de maldade. É desistirmos de nossos direitos quando estamos “cobertos de razão”.
Renunciar é pagar o mal com o bem – Rm 12.21; 1 Ts 5.15.
A renúncia é extremamente importante na vida do crente porque lhe proporciona a oportunidade de dar testemunho, com os próprios atos, de seu compromisso com a cruz de Cristo. Ela implica a certeza de que praticar a fé é mais importante do que se vingar de alguém.
Ao deixarmos de reagir com as mesmas armas ante aqueles que nos ofendem, desenvolvemos em nós mesmo um espírito nobre e os ofensores ficarão desconcertados com nossa atitude. Queiram ou não, terão de refletir sobre as razões de nosso comportamento.
Não devemos reagir com ódio contra o mal que recebemos, mas demonstrar que possuímos valores centrados em Cristo e no seu reino. Nosso tratamento para com aqueles que nos fazem mal deve ser tal que os levem a aceitar a Cristo como Salvador.
Amar implica atitude. O amor cristão implica ajudar até aqueles que não gostam de nós ou nos magoam. Devemos não apenas auxiliar em tudo àqueles que não são nossos amigos, mas, inclusive, orar por eles, desejando que recebam de Deus as mais copiosas bênçãos, materiais e espirituais, incluindo a salvação para aqueles que não a têm.
Copioso: em que há abundância, cópia (abundância, quantidade); farto, numeroso; profuso (generoso, abundante).
Amando e orando por nossos adversários podemos vencer o mal com o bem – Rm 12.21.
É preciso ajudar o necessitado, mesmo que em outra circunstância ele tenha sido nosso agressor.
Devemos:
a)      Amar os inimigos;
b)      Falar bem dos que nos maldizem;
c)       Fazer o bem aos que nos odeiam;
d)      Orar pelos que nos maltratam.
O amor de Deus derramado em nossos corações não é preconceituoso, antes, é capaz de ignorar as ofensas e pela amar os inimigos.
O galardão está em sermos capazes de estender a mão ao inimigo. Se ele recusar nosso gesto, a responsabilidade já não é nossa, mas naquilo que nos compete, devemos fazer o possível para ter paz com todos os homens – Rm 12.18 e 19.
Mas, alguém pode perguntar: quem poderá cumprir tais exigências? Só quando alguém se despoja de si mesmo para que Cristo seja entronizado em sua vida, poderá caminhar em busca da perfeição almejada por Deus para os que lhe serverm.

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