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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ebenezer II - Lição 1

O SIGNIFICADO DA FELICIDADE
  
          *O Sermão do Monte
          *As bem-aventuranças
          *Conclusão

TEXTO BÍBLICO: Mt 5.3-10: AS BEATUDES

ENFOQUE BÍBLICO: Mt 5.8: OS LIMPOS DE CORAÇÃO

O objetivo do Sermão do Monte é nos transformar em pessoas melhores. Ele é denominado a Constituição (conjunto das leis fundamentais que regem a vida de uma nação; é a lei máxima, à qual todas as outras leis devem ajustar-se) dos cidadãos do Reino de Deus.

O Sermão do Monte é a síntese do ensino de Cristo para o Seu povo. É tanto que os princípios ali expostos se repetem de forma pormenorizada nos ensinos apostólicos. Ele contém a essência e a natureza da doutrina de Cristo. Contém a revelação dos princípios divinos da justiça, segundo os quais todos os verdadeiros cristãos devem viver, pela fé no Filho de Deus e mediante o poder do Espírito que neles habita. São princípios de elevado padrão ético-espiritual. Todos nós, que pertencemos ao Reino de Deus, devemos ter uma intensa fome e sede da justiça de que este sermão de Cristo.

O Sermão começa com AS BEATUDES, ou BEM-AVENTURANÇAS. Elas são o Preâmbulo desta Constituição.

O dicionário eletrônico Houaiss descreve bem-aventurança como:
. Estado profundo de bem-estar; felicidade completa; beatude.
. Cada uma das perfeições evangélicas (oito, segundo o evangelista Mateus) exaltadas por Cristo no Sermão da Montanha, com suas recompensas específicas.

Bem-aventurado é definido como:
· Que ou quem usufrui de um estado de santidade e graça celestial. Ex.: Bem-aventurado aquele que seguir o ensinamento de Cristo.
· Que ou aquele que goza de boa ventura; bem-afortunado, feliz.

Afortunado: aquele que foi abençoado com felicidade; bem-aventurado.

Orlando Boyer, em sua Pequena Enciclopédia Bíblica, fala sobre as bem-aventuranças (grifos meus):

“Bem-aventurados” quer dizer “felizes” ou “alegres”, indicando o transcendente alvo do reino dos céus: o de chamar os homens para uma vida verdadeiramente feliz.
Não é uma vida de alegria superficial, mas de gozo profundo e que perdura.
As beatudes ou felicidades, registradas em Mt 5.3-10, são oito, com a última repetida no versículo 11. Porém, há outras: Sl 1.1; 32.1 e 2; 34.8; 40.4; 41.1; 65.4; 84.5; 94.12; 112.1; 128.1; 146.5; Pv 3.13; Mt 11.6; 13.16; 24.46; Jo 20.29; Rm 4.7 e 8; Tg 1.12; Ap 1.3; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7 e 14.
Cristo ensinou, nas bem-aventuranças, que a felicidade não depende do que possuímos, mas do que somos.
Tal felicidade não é importada, mas nasce na alma de todos os verdadeiros filhos de Deus.
Todas as bem-aventuranças de Cristo são paradoxos: todas são contrárias à opinião comum. O conceito dos homens é que são felizes os ricos, os honrados no mundo, os que passam sua vida aqui alegres, os que comem gulodices e se vestem bem. Mas o Senhor veio corrigir esse erro fundamental; veio para chamar o s homens à felicidade que verdadeira e permanente. (grifos meus).

As bem-aventuranças expressam a qualidade de vida que Deus pretendeu para a humanidade desde o princípio: uma vida de bênçãos e verdadeira felicidade.

Bem-aventurança significa mais do que ter alegrias. Implica o estado de felicidade daqueles que fazem parte do Reino de Deus, daqueles que cumprem Sua vontade.
* Felizes os pobres de espírito: “Pobre”, aqui, significa humilde. Pobres de espírito são aqueles que reconhecem que não são nada sem Deus, que não tem qualquer autossuficiência espiritual; são aqueles que reconhecem que dependem da vida do Espírito neles, do poder e graça divinos para poder herdar o Reino de Deus. Os pobres de espírito são aqueles que reconhecem que são carentes da graça divina.
* Felizes os que choram: devemos chorar por causa de nossos pecados. Não somente chorar, mas também nos arrepender e abandonar o erro. Aqui, “chorar” é contristar-se profundamente por causa das nossas próprias fraquezas. É sentirmos pesar por aquilo que entristece a Deus. É sentir aflição em nosso espírito por causa do pecado, da imoralidade e da crueldade prevalecentes no mundo.
2 Pe 2.7 e 8: uma característica principal do homem de Deus é que ele ama a justiça e detesta a iniquidade. Sua alma e seu espírito se angustiam e se afligem pelo pecado, imoralidade e impiedade reinantes no mundo.
* Felizes os mansos: ser manso é ser forte.  O verdadeiro manso é capaz de enfrentar com equilíbrio e serenidade todo tipo de afronta, injúrias e calúnias de qualquer pessoa que tente atacar sua fé em Deus.
A mansidão é também Fruto do Espírito – Gl 5.22
* Felizes os famintos e sedentos de justiça: isso significa desejar a justiça de Deus, a vontade de Deus, o que é correto aos olhos do Senhor.
* Felizes os misericordiosos: os que têm “compaixão pelas misérias dos outros”. Não só pelas misérias físicas e financeiras, mas também pelas misérias emocionais e, principalmente, espirituais. Os misericordiosos desejam minorar os sofrimentos, aflições e angústias de seus próximos conduzindo-os à graça de Deus por meio de Cristo Jesus.
* Felizes os limpos de coração: coração (intelecto, emoções e vontade) puro, não maldoso, não pecaminoso, que foi liberto do pecado pela graça de Deus e agora se esforça, com grande prazer, para agradar e glorificar a Deus.
Sl 24.3 e 4:
·  “Puro de coração” é uma referência à santidade interior, a motivos e objetivos puros.
·  “Mãos limpas”: livres de atos pecaminosos externos, livres de pecaminosidade externa.
Os limpos de coração terão como recompensa “ver a Deus”, o que significa ser Seus filho e habitar na Sua presença tanto agora como no Seu Reino futuro e eterno.
* Felizes os pacificadores: “as pessoas que trabalham pela paz”. Tais pessoas têm paz em si mesmo, pois foram reconciliados com Deus por Cristo Jesus. Além de terem paz em si mesmas e com Deus, elas promovem a paz entre as pessoas, inclusive com seus inimigos, e procuram, mediante seu testemunho e vida, leva-las também à paz com Deus – Rm 5.1; Ef 2.14-16; Rm 12.20.
* Felizes os perseguidos: por causa da justiça, por fazerem a vontade de Deus, por andarem pelo caminho estreito, por terem seu prazer na lei do Senhor e nela meditarem de dia e de noite; por não andarem segundo o conselho dos ímpios, não se deterem no caminho dos pecadores e não se assentarem na roda dos escarnecedores; por não cederem aos apelos do mundo e aos próprios desejos.
Todos os que se recusam a transigir com a presente sociedade pecaminosa e com o modo de vida dos crentes mornos sofrem impopularidade, rejeição, crítica e oposição, inclusive da parte de membros da própria igreja, que são os crentes mornos.
CONCLUSÃO
·  A verdadeira felicidade está em obedecer aos preceitos ensinados por Cristo.
· Só podemos ser perfeitamente felizes se tivermos perfeita comunhão com Deus. Esta perfeita comunhão nos dá paz perfeita e, consequentemente, perfeita felicidade.
·  Isso não significa que estamos livres de sofrimentos, mas significa que o crente fiel a Jesus é feliz mesmo sofrendo privações e perseguições, pois não depende das circunstâncias para ser feliz, depende de Deus.

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