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segunda-feira, 14 de março de 2011

Dois Grandes Despertamentos

Ao mesmo tempo em que a Inglaterra experimentava o Avivamento Wesleyano, os Estados Unidos desfrutavam de um Grande Despertamento, o 1º deles. No século seguinte, outro Grande Despertamento espiritual aconteceu.

No começo do século 18, era visível nas 13 colônias — que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos — o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subsequente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros.

Grandes homens se destacaram nesses dois grandes despertamentos. Estudaremos brevemente cinco deles, bem como os princípios de um avivamento espiritual.

Jonathan Edwards

Um exemplo de educador que unia sua profunda habilidade intelectual à devoção e ao fervor espirituais.

Protagonizou o Primeiro Grande Despertamento, denominado justamente de “Grande Despertamento”.

Jonathan Edwards foi um gigante espiritual, chamado de o teólogo do coração e do intelecto, justamente porque, como dissemos, unia sua profunda habilidade intelectual à devoção e ao fervor espirituais. Realizou em sua vida uma notável produção filosófica e teológica, sendo caracterizado como “o maior filósofo-teólogo que já adornou o cenário americano”.

Um dos momentos marcantes desse avivamento foi a pregação, em 1740, do sermão de Edwards denominado “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, baseado em Dt 32.25. A mensagem provocou a conversão de muitos e um avivamento em sua região.

Curiosidade: Era costume de sua igreja conceder o privilégio a qualquer pessoa, mesmo sem ser membro da igreja para participar da ceia do Senhor. Por requerer uma base estrita para participar da ceia, Edwards foi demitido de sua igreja (Congregacional), em 1750.

Ele escreveu cerca de mil sermões, e seu alvo era levar os homens a entenderem e sentirem a verdade do evangelho e responderem a ela. Seus sermões que incluíam a exposição do texto bíblico escolhido, apresentação da doutrina — apoiada por outros textos bíblicos — e aplicação às questões do dia-a-dia. Ele ocultava sua erudição por traz de uma clareza deliberadamente simples.

Em 22 de março de 1758, Jonathan Edwards morreu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola.

Charles Finney

Passou pela História como “O apóstolo dos avivamentos”, devido ao fato de ter sido o maior expoente de um dos maiores avivamentos da História: O Segundo Grande Despertamento, ocorrido no século 19, nos Estados Unidos.

Foi professor, teólogo, abolicionista e avivalista.

Lecionou teologia a mais de 20 mil estudantes, formando milhares de obreiros nos Estados Unidos. A ênfase em seus ensinos estava na necessidade de coração puro e na obra do Espírito Santo.

Nasceu em 24.08.1792 e partiu para a eternidade em 16.08.1875, treze dias antes de completar 83 anos.

Antes de sua conversão Finney era um ativo membro da Maçonaria, tornando-se depois desta um forte oponente da entidade, tendo escrito um extenso livro atacando-a, intitulado "The Character, Claims, and Practical Workings of Freemasonry" ("O Caráter, Pretensões, e Funcionamento Prático da Maçonaria").

Havia alcançado o terceiro grau como Mestre Maçom, em oito anos. Veio depois a afirmar que parte de seu juramento como maçom era imoral e a Maçonaria era perigosa ao governo civil, comprovando isto com o assassinato do anti-maçom William Morgan.

Já no final do Segundo Grande Despertamento, destacaram-se o pregador inglês Charles Haddon Spurgeon, chamado de “Príncipe dos Pregadores”, e o evangelista americano Dwight Lyman Moody, que de sapateiro tornou-se o maior ganhador de almas para Jesus do século 19.

Outro nome que se destacou nesse período extraordinário da Igreja foi George Muller, o homem que registrou em sua agenda mais de 50 mil orações respondidas, e que sustentou um grande orfanato em Bristol, na Inglaterra. Ele serviu de exemplo e inspiração para muitos outros trabalhos desse tipo no resto do mundo. Sua vida era uma vida de oração e pregação do Evangelho. Propagava o poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus.

Princípios de um avivamento espiritual:

1) Ouvir a Deus: Habacuque 3.2 confirma esse princípio, uma vez que o profeta somente clamou por avivamento depois de ouvir o Senhor. Os grandes avivalistas eram pessoas sensíveis à voz de Deus, tanto em seus corações como, e principalmente, em sua Palavra.

2) O Verdadeiro derramamento do Espírito vem pela Palavra de Deus (Sl 119.154b). Todos os grandes avivalistas eram dedicados à Palavra de Deus e à conservação da genuína doutrina bíblica. Hoje, o povo não quer nem saber da Palavra, e muito menos do culto de ensino bíblico.

3) O temor a Deus é o princípio básico para um avivamento genuíno (Sl 111.10; Pv 1.7).

4) Dependemos de Deus para que haja avivamento, pois é por Sua Palavra e por Seu Espírito que o avivamento acontece. Avivamento não é fruto de técnicas humanas, mas da ação do Espírito Santo de Deus. Só Ele pode produzir o VERDADEIRO avivamento.

5) Sem oração, não há avivamento – 2 Cr 7.14.

HOJE EM DIA, HÁ MUITO “MOVIMENTO” E POUCO AVIVAMENTO. MOVIMENTOS HUMANOS QUE TENTAM COMPENSAR A AUSÊNCIA DA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. CONTUDO, QUEM FAZ A OBRA É O SENHOR, E NÃO OS HOMENS, POR MEIO DE GRITOS E “PSICOLOGIAS BARATAS” (EMOCIONALISMO).

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” – 1 Co 13.11.

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