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quarta-feira, 30 de março de 2011

"Evangelho" Antropocêntrico

Dando continuidade aos nossos estudo sobre o antropocentrismo "evangélico", transcrevo aqui um trecho do livro Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria, de Siro Sanches Zibordi, editado pela CPAD. O trecho descreva uma "pequena" herisia deste grupo "evangélico". O trecho entre colchetes é meu.

"Para o antropocentrismo 'evangélico', Jesus - o Cordeiro imaculado e incontaminado (1 Pe 1.18,19) -, teria assumido a natureza de Satanás na cruz (que blafêmia!), além de só ter realizado a redenção da humanidade no inferno, ao fazer uma declaração de fé como homem. Ele reria sido torturado por demônios, no inferno, onde conseguiu, pela força da fé, tomar as chaves do Diabo e vencê-lo.

Ora, Jesus não foi ao Hades [observe que Ele não foi ao inferno, ainda nem inaugurado, mas ao HADES], para tomar as chaves de Satanás. Ele tem as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18), porém não as tomou do Inimigo... Basta ler a Bíblia para descobrir que o Diabo nunca esteve no Hades, pois habita nas regiões celestiais (Ef 2.2; 6.11).

Ademais, o Senhor Jesus foi à região dos espíritos dos mortos proclamar a sua vitória e tirar de lá os justos dos tempos do Antigo Testamento, pois até antes de sua morte o Hades era um lugar só, com dois compartimentos - o dos justos e o dos ímpio -, separados por um abismo. isso é claramente descrito nas seguintes passagens: 1 Pedro 3.18,19; Efésios 4.8-11; e Lucas 16.19-31".

Então, nada de:

"Jesus crucificado e o inferno em festa se alegrou...
Bem no meio da festa o diabo começou a ouvir
Passos fortes que tremiam toda a Terra e foi conferir
Quando as portas se abriram ao Cordeiro viu
E como um leão, Jesus rugiu!...
Tomou as chaves das mãos do diabo
Abriu minhas cadeias e me resgatou!"

Por acaso éramos prisioneiros do Diabo lá no inferno?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Missionário foi proibido sepultar o filho no cemitério por ordem de um padre

Pelos idos de 1916-17, o missionário sueco Otto Nelson morava no bairro de Bebedouro, na Rua Dr. Passos de Miranda, em Maceió, Alagoas. Ao tentar sepultar seu terceiro filho, Davi, que morrera aos dez meses de idade, foi informado que o padre local não permitia, alegando que o cemitério era da igreja católica, e que “hereges” não podiam ser enterrados lá. Por causa desta ordem, os coveiros cavaram a sepultura do garoto no lado de fora do cemitério. Além desta ação, o tal sacerdote instigou os católicos romanos dessa comunidade a se levantarem furiosamente contra os crentes. Sem ter como enterrar o seu filhinho, Otto Nelson orou a Deus, suplicando-lhe uma solução urgente, a qual chegou imediatamente, pois o delegado, ao tomar conhecimento da proibição imposta pelo sacerdote, mandou que uma escolta de soldados acompanhasse o enterro até o cemitério, e ali guarnecesse os crentes, enquanto era realizada a cerimônia de sepultamento, que aconteceu à noite, à luz de candeeiros.

Versículos para nosa meditação

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. - Oséias 6.3

Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo. - 1 Pedro 2.1 e 2

terça-feira, 15 de março de 2011

Os Primeiros Passos do Evangelho no Brasil

Tentativas de implantação do evangelho no brasil

1ª) Franceses, em 1555, no Rio de Janeiro.

Expulsos pelos portugueses.

Como estratégia para expulsar os franceses, Portugal acabou fundando, por meio de Estácio de Sá, a cidade do Rio de Janeiro. Mem de Sá, tio de Estácio de Sá, concluiu a expulsão dos franceses, mandando matar a todos.

Na execução de um dos pastores, o carrasco tinha pouca experiência, e foi auxiliado pelo padre José de Anchieta, segundo a descrição dos próprios jesuítas (ordem religiosa fundada em 1534 por um grupo de estudantes da Universidade de Paris, liderados pelo basco Íñigo López de Loyola, conhecido posteriormente como Inácio de Loyola. A Ordem foi reconhecida por Bula papal em 1540. É hoje conhecida principalmente por seu trabalho missionário e educacional).

2ª) Holandeses, em 1624, no Nordeste.

Expulsos pelos portugueses.

A Igreja Cristã Reformada veio ao Brasil com os holandeses e foi expulsa com eles pelos portugueses católicos romanos. O evangelho só encontrou solo entre os índios, que viam os holandeses como libertadores. Quando os holandeses foram expulsos, os índios convertidos foram martirizados.

Esses dois períodos da presença evangélica no Brasil foram marcados pelo martírio. O evangelho só foi começar a se expandir no Brasil no século 19, com a abertura do país para os missionários estrangeiros. Foi nessa época que foram fundadas as primeiras denominações evangélicas no país: as igrejas Anglicana, Luterana, Congregacional, Batista, Presbiteriana e Metodista. A Assembleia de Deus foi fundada oficialmente em junho de 1911, em Belém do Pará, pelos missionários suecos Gunnar Virgen e Daniel Berg.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Dois Grandes Despertamentos

Ao mesmo tempo em que a Inglaterra experimentava o Avivamento Wesleyano, os Estados Unidos desfrutavam de um Grande Despertamento, o 1º deles. No século seguinte, outro Grande Despertamento espiritual aconteceu.

No começo do século 18, era visível nas 13 colônias — que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos — o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subsequente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros.

Grandes homens se destacaram nesses dois grandes despertamentos. Estudaremos brevemente cinco deles, bem como os princípios de um avivamento espiritual.

Jonathan Edwards

Um exemplo de educador que unia sua profunda habilidade intelectual à devoção e ao fervor espirituais.

Protagonizou o Primeiro Grande Despertamento, denominado justamente de “Grande Despertamento”.

Jonathan Edwards foi um gigante espiritual, chamado de o teólogo do coração e do intelecto, justamente porque, como dissemos, unia sua profunda habilidade intelectual à devoção e ao fervor espirituais. Realizou em sua vida uma notável produção filosófica e teológica, sendo caracterizado como “o maior filósofo-teólogo que já adornou o cenário americano”.

Um dos momentos marcantes desse avivamento foi a pregação, em 1740, do sermão de Edwards denominado “Pecadores nas mãos de um Deus irado”, baseado em Dt 32.25. A mensagem provocou a conversão de muitos e um avivamento em sua região.

Curiosidade: Era costume de sua igreja conceder o privilégio a qualquer pessoa, mesmo sem ser membro da igreja para participar da ceia do Senhor. Por requerer uma base estrita para participar da ceia, Edwards foi demitido de sua igreja (Congregacional), em 1750.

Ele escreveu cerca de mil sermões, e seu alvo era levar os homens a entenderem e sentirem a verdade do evangelho e responderem a ela. Seus sermões que incluíam a exposição do texto bíblico escolhido, apresentação da doutrina — apoiada por outros textos bíblicos — e aplicação às questões do dia-a-dia. Ele ocultava sua erudição por traz de uma clareza deliberadamente simples.

Em 22 de março de 1758, Jonathan Edwards morreu devido a complicações resultantes de uma vacina contra varíola.

Charles Finney

Passou pela História como “O apóstolo dos avivamentos”, devido ao fato de ter sido o maior expoente de um dos maiores avivamentos da História: O Segundo Grande Despertamento, ocorrido no século 19, nos Estados Unidos.

Foi professor, teólogo, abolicionista e avivalista.

Lecionou teologia a mais de 20 mil estudantes, formando milhares de obreiros nos Estados Unidos. A ênfase em seus ensinos estava na necessidade de coração puro e na obra do Espírito Santo.

Nasceu em 24.08.1792 e partiu para a eternidade em 16.08.1875, treze dias antes de completar 83 anos.

Antes de sua conversão Finney era um ativo membro da Maçonaria, tornando-se depois desta um forte oponente da entidade, tendo escrito um extenso livro atacando-a, intitulado "The Character, Claims, and Practical Workings of Freemasonry" ("O Caráter, Pretensões, e Funcionamento Prático da Maçonaria").

Havia alcançado o terceiro grau como Mestre Maçom, em oito anos. Veio depois a afirmar que parte de seu juramento como maçom era imoral e a Maçonaria era perigosa ao governo civil, comprovando isto com o assassinato do anti-maçom William Morgan.

Já no final do Segundo Grande Despertamento, destacaram-se o pregador inglês Charles Haddon Spurgeon, chamado de “Príncipe dos Pregadores”, e o evangelista americano Dwight Lyman Moody, que de sapateiro tornou-se o maior ganhador de almas para Jesus do século 19.

Outro nome que se destacou nesse período extraordinário da Igreja foi George Muller, o homem que registrou em sua agenda mais de 50 mil orações respondidas, e que sustentou um grande orfanato em Bristol, na Inglaterra. Ele serviu de exemplo e inspiração para muitos outros trabalhos desse tipo no resto do mundo. Sua vida era uma vida de oração e pregação do Evangelho. Propagava o poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus.

Princípios de um avivamento espiritual:

1) Ouvir a Deus: Habacuque 3.2 confirma esse princípio, uma vez que o profeta somente clamou por avivamento depois de ouvir o Senhor. Os grandes avivalistas eram pessoas sensíveis à voz de Deus, tanto em seus corações como, e principalmente, em sua Palavra.

2) O Verdadeiro derramamento do Espírito vem pela Palavra de Deus (Sl 119.154b). Todos os grandes avivalistas eram dedicados à Palavra de Deus e à conservação da genuína doutrina bíblica. Hoje, o povo não quer nem saber da Palavra, e muito menos do culto de ensino bíblico.

3) O temor a Deus é o princípio básico para um avivamento genuíno (Sl 111.10; Pv 1.7).

4) Dependemos de Deus para que haja avivamento, pois é por Sua Palavra e por Seu Espírito que o avivamento acontece. Avivamento não é fruto de técnicas humanas, mas da ação do Espírito Santo de Deus. Só Ele pode produzir o VERDADEIRO avivamento.

5) Sem oração, não há avivamento – 2 Cr 7.14.

HOJE EM DIA, HÁ MUITO “MOVIMENTO” E POUCO AVIVAMENTO. MOVIMENTOS HUMANOS QUE TENTAM COMPENSAR A AUSÊNCIA DA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO. CONTUDO, QUEM FAZ A OBRA É O SENHOR, E NÃO OS HOMENS, POR MEIO DE GRITOS E “PSICOLOGIAS BARATAS” (EMOCIONALISMO).

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” – 1 Co 13.11.