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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Igreja de Cristo

Retomo aqui a conclusão de nossa aula e faço alguns acréscimos.

Onde não há compreensão, respeito e onde sobra a deturpação dos valores morais e espirituais (busca-se somente as bênçãos e os favores de Deus, e não a Ele e muito menos a uma vida que o agrade), a Igreja de Cristo deve lutar, ser valente, brilhar, incomodar as trevas, e salgar este mundo através do testemunho de vida (Mt 5.13-16; Fp 2.15).

Ser Igreja é não se conformar com este século, mas aceitar a transformação produzida pelo Espírito Santo (Rm 12.2). É cumprir a Grande Comissão de Cristo, levando o Evangelho, resgatando vida e fazendo discípulos (Mt 28.19 e 20; Mc 16.15). É lutar contra as portas do inferno. É passar pela porta estreita e trilhar o caminho apertado (Mt 7.13 e 14). É estar crucificado com Cristo para o mundo e o pecado; é viver vencendo o pecado, a carne, o mundo e o reino das trevas (Rm 6.6,10-18; gl 5.24; 1 Jo 2.15-17; Ef 6.10-18). É ser embaixador de Cristo (2 Co 5.20; 1 Pe 2.9) e ter a esperança de um dia morar eternamente com Ele no céu.

A Igreja foi escolhida por Deus para refletir a luz de Cristo no mundo. A Igreja carrega em si o caráter de Cristo. Isso significa que cada cristão deve parecer-se com Cristo, sendo assim um exemplo de vida no trabalho, na escola, na vizinhança, ou onde quer que vá. O verdadeiro cristão deve ser irrepreensível em todos os aspectos de sua vida. Ter a adoção de filhos (Gl 4.5 e 6; Rm 8.14-21; Jo 1.12 e 13) quer dizer que recebemos a natureza de Deus em nós pelo Espírito Santo quando fomos regenerados. Temos uma nova vida, um novo caráter, um comportamento guiado pelo Espírito Santo (2 Co 5.17).

O propósito da Igreja é glorificar a Deus, edificar-se, purificar-se, educar o seu círculo, evangelizar o mundo, agir como uma força que impõe limites e ilumina o mundo, promover tudo o que é bom.

Assim, a Igreja opera em três relações:

- Para cima, em direção a Deus, em culto e glorificação

- Para dentro de si mesma, em edificação, purificação, educação e disciplina

- Para fora, em direção ao mundo, em ministérios de evangelização e serviço

A Igreja deve ser a coluna e firmeza da verdade – 1 Tm 3.15.

Pregação do Evangelho: NÃO é um evangelho próprio, da forma que queremos pregar, nem um “evangelho fácil”; é o Evangelho de Jesus. Sobre esse Evangelho, falou o apóstolo Paulo, em Rm 1.16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. A missão da Igreja NÃO mudou, continua a mesma, porque o Evangelho é o mesmo. O Evangelho de Jesus NÃO MUDA, então a missão da Igreja também NÃO muda.

Se a Igreja deseja conquistar esta geração, precisa se mantar apegada à Verdade que mantém a nossa fé coesa (que apresenta harmonia; ajustado, concorde; que obedece à lógica; coerente), e ainda responder às perguntas levantadas por uma GERAÇÃO ESVAZIADA DE CONTEÚDO CRISTÃO. A demonstração do AMOR e do CARÁTER CRISTÃOS, operados pelo PODER TRANSFORMADOR DO EVANGELHO, é a necessidade gritante desta hora.

A Igreja é composta por aqueles que foram transformados. A VIDA CONGREGACIONAL é composta por gente que se relaciona com Deus e com as pessoas. Portanto, a Igreja televisiva e eletrônica NÃO pode substituir a VIDA CONGRECIONAL, podendo apenas ser usada como meio de divulgação do Evangelho e como uma segunda opção para aqueles que TEMPORARIAMENTE impossibilitados de chegarem à congregação.

Estamos vivendo uma época semelhante àquela por que passaram os israelitas na época dos juízes, em que cada um fazia o que era reto aos seus olhos, e veja os resultados trágicos. Estamos repetindo o mesmo erro. Hoje, é cada um por si, e cada um faz o que quer e acha melhor para si, sem pensar nem sequer na própria família. É o individualismo e o egoísmo. A derrocada moral na sociedade já se instalou. Contudo, essa repetição de erro pode trazer uma derrocada moral para a igreja, onde seus bancos poderão se tornar testemunhas de pessoas cujas vidas estão distorcidas pelas consequências dos seus próprios pecados e pelas transgressões dos outros.

Cem anos atrás (no próximo ano a Assembleia de Deus completará 100 anos) as pessoas estavam adormecidas, mas não havia uma negação generalizada das verdades cristãs. As pessoas estavam dependendo apenas de um toque que viesse despertá-las e inicia-las. Hoje, a sociedade se tornou amoral. A própria categoria da moralidade não é reconhecida. Boa parte da sociedade não é apenas imoral; não existe moral.

O imoral age contra a moral. O amoral, nem sequer a conhece.

O ponto inicial de fazer missões neste século é MANTER A IDENTIDADE. Com o evangelho fácil que tem chegado ao mundo nos dias de hoje, muitas igrejas estão iguais ao mundo. “Venham como estão e permaneçam como estão”. Quando o mundo olhar para a Igreja e vê-la de forma igual a ele, a Igreja terá deixado de ser referência: será mais uma organização, igual às demais. A Igreja tem que ser diferente para manter a ordem no mundo (2 Ts 2 – “há um que agora resiste”). A Igreja é a ÚNICA referência para o mundo, e é a ÚNICA que pode colocar um pouco de ordem nele. Assim, A IGREJA PRECISA CONTINUAR SENDO A REFERÊNCIA!

UNIÃO – NÃO podemos trabalhar com a visão de cada um por si. É necessário trabalharmos em parceria (pedido do Pastor Leônidas para congregarmos durante a semana, e não só no domingo). A Bíblia diz que um reino dividido não prospera – Mc 3.24 e 25. Devemos unir nossas forças em prol da obra de Deus, ou estaremos fadados à derrota. PRECISAMOS aprender a dialogar e compartilhar projetos, e assim aprender uns com os outros, tanto nos acertos como nos erros!

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